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Cinco minutos inesqueciveis (um prazer quase sexual) em Sab Abr 10, 2010 8:35 pm
Jotace
Membro V.I.P.

Hoje satisfiz um dos poucos caprichos da minha vida.
E estou aqui, ainda a quente e com as memórias ainda bem presentes, para partilhar esta experiência convosco.
Maravilhosa tarde de sol, 16.00h, na pista do Autódromo do Estoril. Á minha frente, um reluzente e vibrantemente vermelho Ferrari F430 F1, igual a este:

No meu pulso esquerdo, uma bracelete vermelha, de papel, que era o meu salvo-conduto para me poder sentar ao volante dele e, durante uns breves 2 minutos, e uns infinitamente curtos 4 kms, conduzir aqueles quase 500 cv numa volta inteira ao circuito. Ao todo apenas cerca de 5 minutos de emoções, se contar com o tempo de preparação e com o travar conhecimento com o interior do bólide, com as sofisticadas mudanças estilo F1, no volante, com um pedal a menos (só tem acelerador e travão).
O próprio acto de nos sentarmos numa máquina daquelas já acelera o ritmo cardiaco. Num rápido olhar, absorvo o cockpit, enquanto cumprimento o co-piloto que me vai acompanhar, supostamente para me dar instruções e muito provávelmente para me refrear em caso de entusiasmo excessivo ao volante.
Carrego no botão vermelho “start engine” que está no volante, e o monstro ganha vida. O ronco do motor, mesmo ao ralenti já é enebriante. Ao sinal do co-piloto, arranco das boxes, e ainda não tinha feito nada, já ele estava a dizer que eu estava a andar depressa demais! Tentei refrear-me até á saída das boxes, até que finalmente ele lá disse “agora acelere a fundo para se familiarizar com a aceleração”. Era o que eu queria ouvir. Esmago o acelerador (embora não muito violentamente, claro) e ... meus amigos, para quem nunca antes sentiu o que significa ser empurrado por um super-desportivo de 500 cv, aquilo foi simplesmente assombroso! Não durou mais que 3 ou 4 segundos até eu ter que travar antes da primeira curva, mas o ronco daquele motor e as minhas costas e a cabeça esmagadas de encontro ao banco já teriam justificado grandemente a despesa.
Segundos antes, ainda com o carro parado, eu perguntava-me se eventualmente me iria acagaçar a primeira vez que sentisse a aceleração brutal do bicho, e depois rolar com cagufa o resto da volta. Qual quê! Depois daquela primeira aceleradela levei um banho de adrenalina que já não me apetecia voltar a levantar o pé! Passei mais duas curvas a habituar-me á ideia de meter mudanças com aquelas patilhas atrás do volante, no lugar da nossa habitual manete de mudanças na qual já mexemos sem pensar, mecanicamente. Depois de passados esses segundos de habituação, começei a libertar-me, a ganhar confiança e a curtir verdadeiramente o momento. Pus os olhos na pista, e começei a afinar trajectórias. O resto da volta ao circuito foi feita com o co-piloto a dizer-me “vai muito depressa!”, “ trave já aqui nestes pinos!”, “Reduza! Reduza!” , “vai entrar muito depressa na curva!” , e comigo a falhar uma ou outra mudança, porque depois de um gajo entrar em piloto automático, com a adrenalina a funcionar, um gajo começa a ir á procura da manete para meter a próxima, e depois a manete não está lá, e entretanto já eu tinha perdido o timing da passagem de caixa, e depois já não encontrava a patilha das mudanças atrás do volante porque já estava em cima da curva e só me restava era manter o pé no acelerador e ...fazê-la, mesmo na mudança errada! Mas isso era um problema? Não, claro que não, pelo menos para mim! Os metros desaparecem debaixo do carro num piscar de olhos, as curvas são feitas com um gozo fantástico, com o Ferrari agarrado á pista e sem adornar nem um pedacinho, e nós tão encaixadinhos naqueles bancos, que mesmo com a força centrifuga da curva parabólica final antes da entrada na recta da meta eu era o melhor piloto do mundo.
Fazer a parabólica toda em pura aceleração, com aquele fabuloso ronco ali mesmo nas nossas costas, e irromper na recta da meta foi a ultima das grandes sensações, pois logo a seguir, e ainda mal tinha começado, já eu estava a entrar na box de novo, e a terminar aquele momento de prazer quase sexual, em jeito de ejaculação precoce “vai ser tão bom... não foi?”.
Despedi-me do co-piloto com o “desculpe lá qualquer coisinha, mas eu nunca tinha guiado nada com mais de 150 cv”, ao que ele respondeu “deixe lá, você não foi dos piores...”. No momento de sair só me apetecia atirar-me para o chão, bater com os pés e as mãos, e fazer uma birra descomunal. Podia ter dado mais uma volta, e acredito que essa fosse muito mais divertida e melhor aproveitada do que a primeira, mas o custo subiria practicamente para o dobro e já seria excessivo face ao propósito da experiencia. Finalmente já sei o que é conduzir um Ferrari. Ainda não sei o que é pilotar um Ferrari. Isso fica para os profissionais. Imagino que fazer umas voltas como co-piloto de um piloto profissional ao volante de um carro destes preparado para competição, deva ser uma experiencia de sujar cuecas. Mas, apesar de me ter sabido a pouco, foi espectacular! Agora só me resta escolher que modelo irei comprar (ohohohoho)
. Aquele modelo custa prái 50.000 contos. Acho que não gosto dele porque tem uma bagageira muito pequenina.
PS – como actividade adicional, incluida no preço, e até acessivel gratuitamente aos acompanhantes, havia dois Segways (aqueles estranhos veiculos com duas rodas paralelas que se aguentam em pé, em equilibrio, sozinhos. Como nunca tinha andado naquilo não resisti, e como a minha filhota tambem queria mas não podia andar naquilo sozinha, levei-a comigo. Em alguns segundos estava eu de braços abertos e ela a conduzir-me e fazer manobras e gincana e andar de marcha-atrás! O Segway é muito giro, malta! Se um dia puderem, não percam a oportunidade de experimentar.
Maravilhosa tarde de sol, 16.00h, na pista do Autódromo do Estoril. Á minha frente, um reluzente e vibrantemente vermelho Ferrari F430 F1, igual a este:

No meu pulso esquerdo, uma bracelete vermelha, de papel, que era o meu salvo-conduto para me poder sentar ao volante dele e, durante uns breves 2 minutos, e uns infinitamente curtos 4 kms, conduzir aqueles quase 500 cv numa volta inteira ao circuito. Ao todo apenas cerca de 5 minutos de emoções, se contar com o tempo de preparação e com o travar conhecimento com o interior do bólide, com as sofisticadas mudanças estilo F1, no volante, com um pedal a menos (só tem acelerador e travão).
O próprio acto de nos sentarmos numa máquina daquelas já acelera o ritmo cardiaco. Num rápido olhar, absorvo o cockpit, enquanto cumprimento o co-piloto que me vai acompanhar, supostamente para me dar instruções e muito provávelmente para me refrear em caso de entusiasmo excessivo ao volante.
Carrego no botão vermelho “start engine” que está no volante, e o monstro ganha vida. O ronco do motor, mesmo ao ralenti já é enebriante. Ao sinal do co-piloto, arranco das boxes, e ainda não tinha feito nada, já ele estava a dizer que eu estava a andar depressa demais! Tentei refrear-me até á saída das boxes, até que finalmente ele lá disse “agora acelere a fundo para se familiarizar com a aceleração”. Era o que eu queria ouvir. Esmago o acelerador (embora não muito violentamente, claro) e ... meus amigos, para quem nunca antes sentiu o que significa ser empurrado por um super-desportivo de 500 cv, aquilo foi simplesmente assombroso! Não durou mais que 3 ou 4 segundos até eu ter que travar antes da primeira curva, mas o ronco daquele motor e as minhas costas e a cabeça esmagadas de encontro ao banco já teriam justificado grandemente a despesa.
Segundos antes, ainda com o carro parado, eu perguntava-me se eventualmente me iria acagaçar a primeira vez que sentisse a aceleração brutal do bicho, e depois rolar com cagufa o resto da volta. Qual quê! Depois daquela primeira aceleradela levei um banho de adrenalina que já não me apetecia voltar a levantar o pé! Passei mais duas curvas a habituar-me á ideia de meter mudanças com aquelas patilhas atrás do volante, no lugar da nossa habitual manete de mudanças na qual já mexemos sem pensar, mecanicamente. Depois de passados esses segundos de habituação, começei a libertar-me, a ganhar confiança e a curtir verdadeiramente o momento. Pus os olhos na pista, e começei a afinar trajectórias. O resto da volta ao circuito foi feita com o co-piloto a dizer-me “vai muito depressa!”, “ trave já aqui nestes pinos!”, “Reduza! Reduza!” , “vai entrar muito depressa na curva!” , e comigo a falhar uma ou outra mudança, porque depois de um gajo entrar em piloto automático, com a adrenalina a funcionar, um gajo começa a ir á procura da manete para meter a próxima, e depois a manete não está lá, e entretanto já eu tinha perdido o timing da passagem de caixa, e depois já não encontrava a patilha das mudanças atrás do volante porque já estava em cima da curva e só me restava era manter o pé no acelerador e ...fazê-la, mesmo na mudança errada! Mas isso era um problema? Não, claro que não, pelo menos para mim! Os metros desaparecem debaixo do carro num piscar de olhos, as curvas são feitas com um gozo fantástico, com o Ferrari agarrado á pista e sem adornar nem um pedacinho, e nós tão encaixadinhos naqueles bancos, que mesmo com a força centrifuga da curva parabólica final antes da entrada na recta da meta eu era o melhor piloto do mundo.
Despedi-me do co-piloto com o “desculpe lá qualquer coisinha, mas eu nunca tinha guiado nada com mais de 150 cv”, ao que ele respondeu “deixe lá, você não foi dos piores...”. No momento de sair só me apetecia atirar-me para o chão, bater com os pés e as mãos, e fazer uma birra descomunal. Podia ter dado mais uma volta, e acredito que essa fosse muito mais divertida e melhor aproveitada do que a primeira, mas o custo subiria practicamente para o dobro e já seria excessivo face ao propósito da experiencia. Finalmente já sei o que é conduzir um Ferrari. Ainda não sei o que é pilotar um Ferrari. Isso fica para os profissionais. Imagino que fazer umas voltas como co-piloto de um piloto profissional ao volante de um carro destes preparado para competição, deva ser uma experiencia de sujar cuecas. Mas, apesar de me ter sabido a pouco, foi espectacular! Agora só me resta escolher que modelo irei comprar (ohohohoho)
PS – como actividade adicional, incluida no preço, e até acessivel gratuitamente aos acompanhantes, havia dois Segways (aqueles estranhos veiculos com duas rodas paralelas que se aguentam em pé, em equilibrio, sozinhos. Como nunca tinha andado naquilo não resisti, e como a minha filhota tambem queria mas não podia andar naquilo sozinha, levei-a comigo. Em alguns segundos estava eu de braços abertos e ela a conduzir-me e fazer manobras e gincana e andar de marcha-atrás! O Segway é muito giro, malta! Se um dia puderem, não percam a oportunidade de experimentar.
Última edição por Jotace em Sab Abr 10, 2010 11:31 pm, editado 1 vez(es)
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"Meus amigos,o importante... é o sorriso" - by Paco Bandeira

















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