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Rótulos Sociais
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Rótulos Sociais
Estereótipos e Representações Sociais, não são mais que “rótulos” que desde cedo interiorizamos subconscientemente através do nosso processo de socialização, quer familiar no inicio, depois escolar e mais tarde da própria sociedade onde estamos inseridos, ou até adoptamos posturas dos locais geográficos onde vivemos a maior parte da nossa vida, incluindo expressões verbais, sotaque, vocabulário.
De uma forma mais simples, ao longo da vida apreendemos a categorizar pessoas ou grupos, pela cor, raça, meio social, meio habitacional. È uma tendência natural em que fazemos suposições acerca de pessoas, mesmo sem as conhecer, ou ter tido qualquer espécie de contacto verbal e até visual com as mesmas, fazemos deduções de forma mais ou menos consciente que as pessoas que vestem de uma determinada forma, pela sua aparência, fazem parte de uma categoria à qual demos uma representação social, adquirida por imensos meios de comunicação que exercem a sua influência como os média por exemplo, em que os conceitos de Beleza, felicidade, prazer são associados a imagens que nos influenciaram e condicionaram.
Convencionou-se chamar estereótipos ás tais suposições sobre um grupo ou pessoas e são de elevada importância no nosso dia a dia porque nos influenciam o nosso próprio comportamento, atitudes e formas de pensar. Deixamos de ser justos normalmente, de agir de forma isenta, porque fomos ao longo da nossa vida injectados por conceitos, definições sociais as quais dão origem e fomentam o surgimento de preconceitos, por esses motivos.
Racismo e xenofobia, terrorismo, sexualidade, descriminação social, distinção entre Homens e Mulheres, discriminação sociológica, a discriminação social, racial, religiosa, sexual, étnica !
Exemplos do dia a dia que influenciam:
- Todos os negros são marginais e fazem parte de Gangs, porque somos bombardeados com noticias negativas sobre a raça negra .
- Raças superiores, conceitos para justificar, características físicas hereditárias, e determinados traços de carácter e inteligência ou manifestações culturais, que apenas induziram ao longo do tempo a existência de escravidão, genocídios, como por exemplo o “Nazismo”.
- Oposição instintiva a tudo o que não corresponde à maioria com que o indivíduo se identifica e a normas implícitas e estabelecidas por essa mesma maioria, como por exemplo dentro da sexualidade, em que meninos, são meninos e meninas, são meninas, não sendo aceite quem gosta do igual e sendo descriminado, penalizado, ou até considerado como alguém que falhou… Preconceitos adquiridos logo na infância em que não se oferece bonecas aos meninos, nem tão pouco se permite que eles possam brincar com bonecas.
- Terrorismo, associar determinadas culturas nomeadamente a árabe a terroristas, no entanto nem todos os países árabes praticam ou praticaram actos terroristas;
- Religião, conceitos de que para se ser bom cristão tem que se ir à igreja todas as semanas, à missa ao Domingo, fazer o baptismo, profissão de fé e cumprir os rituais todos religiosos, sendo a própria igreja e a religião um dos maiores fomentadores de preconceitos a todos os níveis.
- Associar locais geográficos como maus ou bons, como por exemplo o Casal ventoso em Lisboa, como local de tráfico de droga e marginalidade, mas nem todas as pessoas que lá habitam são marginais, toxicodependentes ou traficantes…
- Etnias como a cigana, associadas à vida nómada, bem todas as pessoas de etnia cigana são nómadas ou vivem em barracas, etc
- Distinção sobre Homens e mulheres em que a mulher é considerada como o sexo fraco, que é menos inteligente, menos produtiva que o homem e a descriminação da qual ela é alvo a nível profissional com salários mais baixos por exemplo, desempenhando até as mesmas funções
Infelizmente já estamos demasiado habituados a estereotipar que o fazemos de forma natural e sem nos apercebermos dos factos , das situações reais e somos pouco receptivos á diferença, ou mudança.
Se procuramos até na cultura portuguesa encontramos nos provérbios antigos exemplos vivos de estereótipos, como… “Filho de peixe sabe nadar”, e exemplos desses foram transmitidos ao longo de anos e anos culturalmente de geração em geração e não é forçoso que um filho de peixe tenha que saber nadar…ou de que “ A demasiada afeição cega a razão”, nem sempre quando do feio se gosta bonito lhe parece! Ou se perde a noção da realidade por se gostar de algo.
Uma infinidade de definições que vamos interiorizando e fazem parte do crescimento do individuo e que ficam no subconsciente e formam a nossa personalidade. E assim, não importa de que forma foram adquiridos, com os estereótipos surgem imensas situações problemáticas a nível social que nem sempre se consegue resolver, são injustas por natureza, porque não é dado sequer ao individuo o direito de se defender ou provar que não pertence a esta ou aquela categoria, é julgado e avaliado e nem o sabe, e quando muitas vezes tem consciência dessa categorização revolta-se, ou acaba por se tornar um marginal quando antes não o era.
Talvez tenhamos sido nós a dar o “empurrão” para que a nível sociais grupos de marginais tenham tido mais desenvolvimento, já os considerávamos antes marginais sem eles o serem e aqui surge uma questão que me faz reflectir, quando somos julgados, avaliados por pessoas com visões estereotipadas valerá a pena mostrar ou provar que somos diferentes apesar de frequentarmos este ou aquele grupo.
Sinceramente acho que não, existem pessoas que nunca vão desenvolver outra forma de categorizar as suas representações sociais que foram criando ao longo da vida, Vão sempre pensar da mesma maneira e talvez por isso a nível de sociabilidade se reencontrem perante dezenas e dezenas de anos sempre os mesmos conflitos, quer raciais, quer sociais!
Nem vale a pena perder tempo a mudar essas formas de ser e estar, é mesmo esperar que eles morram de velhice e ensinar as gerações mais novas de forma diferente e a aceitarem que nem todas as pessoas vêem o mesmo azul que eu vejo, existem muitas tonalidades de azul, estereotiparmos que certa cor se chama azul, mas sermos capazes de aceitar que o meu azul, é azul esverdeado para outros ai reside a maior evolução humana e ainda nos falta muito para isso.
Direitos reservados
De uma forma mais simples, ao longo da vida apreendemos a categorizar pessoas ou grupos, pela cor, raça, meio social, meio habitacional. È uma tendência natural em que fazemos suposições acerca de pessoas, mesmo sem as conhecer, ou ter tido qualquer espécie de contacto verbal e até visual com as mesmas, fazemos deduções de forma mais ou menos consciente que as pessoas que vestem de uma determinada forma, pela sua aparência, fazem parte de uma categoria à qual demos uma representação social, adquirida por imensos meios de comunicação que exercem a sua influência como os média por exemplo, em que os conceitos de Beleza, felicidade, prazer são associados a imagens que nos influenciaram e condicionaram.
Convencionou-se chamar estereótipos ás tais suposições sobre um grupo ou pessoas e são de elevada importância no nosso dia a dia porque nos influenciam o nosso próprio comportamento, atitudes e formas de pensar. Deixamos de ser justos normalmente, de agir de forma isenta, porque fomos ao longo da nossa vida injectados por conceitos, definições sociais as quais dão origem e fomentam o surgimento de preconceitos, por esses motivos.
Racismo e xenofobia, terrorismo, sexualidade, descriminação social, distinção entre Homens e Mulheres, discriminação sociológica, a discriminação social, racial, religiosa, sexual, étnica !
Exemplos do dia a dia que influenciam:
- Todos os negros são marginais e fazem parte de Gangs, porque somos bombardeados com noticias negativas sobre a raça negra .
- Raças superiores, conceitos para justificar, características físicas hereditárias, e determinados traços de carácter e inteligência ou manifestações culturais, que apenas induziram ao longo do tempo a existência de escravidão, genocídios, como por exemplo o “Nazismo”.
- Oposição instintiva a tudo o que não corresponde à maioria com que o indivíduo se identifica e a normas implícitas e estabelecidas por essa mesma maioria, como por exemplo dentro da sexualidade, em que meninos, são meninos e meninas, são meninas, não sendo aceite quem gosta do igual e sendo descriminado, penalizado, ou até considerado como alguém que falhou… Preconceitos adquiridos logo na infância em que não se oferece bonecas aos meninos, nem tão pouco se permite que eles possam brincar com bonecas.
- Terrorismo, associar determinadas culturas nomeadamente a árabe a terroristas, no entanto nem todos os países árabes praticam ou praticaram actos terroristas;
- Religião, conceitos de que para se ser bom cristão tem que se ir à igreja todas as semanas, à missa ao Domingo, fazer o baptismo, profissão de fé e cumprir os rituais todos religiosos, sendo a própria igreja e a religião um dos maiores fomentadores de preconceitos a todos os níveis.
- Associar locais geográficos como maus ou bons, como por exemplo o Casal ventoso em Lisboa, como local de tráfico de droga e marginalidade, mas nem todas as pessoas que lá habitam são marginais, toxicodependentes ou traficantes…
- Etnias como a cigana, associadas à vida nómada, bem todas as pessoas de etnia cigana são nómadas ou vivem em barracas, etc
- Distinção sobre Homens e mulheres em que a mulher é considerada como o sexo fraco, que é menos inteligente, menos produtiva que o homem e a descriminação da qual ela é alvo a nível profissional com salários mais baixos por exemplo, desempenhando até as mesmas funções
Infelizmente já estamos demasiado habituados a estereotipar que o fazemos de forma natural e sem nos apercebermos dos factos , das situações reais e somos pouco receptivos á diferença, ou mudança.
Se procuramos até na cultura portuguesa encontramos nos provérbios antigos exemplos vivos de estereótipos, como… “Filho de peixe sabe nadar”, e exemplos desses foram transmitidos ao longo de anos e anos culturalmente de geração em geração e não é forçoso que um filho de peixe tenha que saber nadar…ou de que “ A demasiada afeição cega a razão”, nem sempre quando do feio se gosta bonito lhe parece! Ou se perde a noção da realidade por se gostar de algo.
Uma infinidade de definições que vamos interiorizando e fazem parte do crescimento do individuo e que ficam no subconsciente e formam a nossa personalidade. E assim, não importa de que forma foram adquiridos, com os estereótipos surgem imensas situações problemáticas a nível social que nem sempre se consegue resolver, são injustas por natureza, porque não é dado sequer ao individuo o direito de se defender ou provar que não pertence a esta ou aquela categoria, é julgado e avaliado e nem o sabe, e quando muitas vezes tem consciência dessa categorização revolta-se, ou acaba por se tornar um marginal quando antes não o era.
Talvez tenhamos sido nós a dar o “empurrão” para que a nível sociais grupos de marginais tenham tido mais desenvolvimento, já os considerávamos antes marginais sem eles o serem e aqui surge uma questão que me faz reflectir, quando somos julgados, avaliados por pessoas com visões estereotipadas valerá a pena mostrar ou provar que somos diferentes apesar de frequentarmos este ou aquele grupo.
Sinceramente acho que não, existem pessoas que nunca vão desenvolver outra forma de categorizar as suas representações sociais que foram criando ao longo da vida, Vão sempre pensar da mesma maneira e talvez por isso a nível de sociabilidade se reencontrem perante dezenas e dezenas de anos sempre os mesmos conflitos, quer raciais, quer sociais!
Nem vale a pena perder tempo a mudar essas formas de ser e estar, é mesmo esperar que eles morram de velhice e ensinar as gerações mais novas de forma diferente e a aceitarem que nem todas as pessoas vêem o mesmo azul que eu vejo, existem muitas tonalidades de azul, estereotiparmos que certa cor se chama azul, mas sermos capazes de aceitar que o meu azul, é azul esverdeado para outros ai reside a maior evolução humana e ainda nos falta muito para isso.
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