Últimos assuntos
Login
Facebook
Forum Generalista Português
O Tempo não pára!
Tradutor - on - line

Buscar
AO SABOR DO PENSAMENTO...
Página 1 de 1 • Compartilhe •
AO SABOR DO PENSAMENTO...
Folclore Infantil,
---sim ou não
(1)
Que fique bem claro, que não pretendo impor a ideia de que não há folclore infantil, mas tão somente que o tema seja estudado, analisado, e de facto se conclua
se de facto há ou não há.Neste momento, de facto, eu penso que não há, ou antes, que aquilo que se dança e canta como folclore infantil não o são mas pode haver uma explicação, que eu, confesso, não encontro, para que a conclusão seja diferente.
Incontroverso, é que o assunto não está devidamente estudado, mas o Inspector Lopes Pires diz que “o problema do folclore infantil resolve-se com toda a facilidade, não havendo a seu ver, razões para dúvidas. A primeira coisa é definir, claramente, do que estamos a falar, ou seja, entendermo-nos sobre o que vem a ser folclore.
Atirei o pau ao gato, a triste viuvinha, as pombinhas da Catrina,bate bate padeirinha e tantas outras modas infantis são de facto folclore, o qual, obedece aos seguintes condicionantes:1)-Ser popular(ser do gosto do povo…ser da sua predilecção)2)-;Ter autor desconhecido;3)-Ser tradicional(passar de geração em geração por via oral);4)-Ser universal( pertencer a uma comunidade cultural significativa e não apenas a uma família ou pessoa).
E o Inspector Lopes Pires conclui que não há Folclore Infantil nem Folclore Adulto, há simplesmente FOLCLORE e ponte final.Alguns dos factos folclóricos eram praticados só por adultos, outros por adultos e por crianças e outros apenas por crianças.
E para não lançar mais confusão, hoje ficamo-nos por aqui.
Lino Mendes
LINO MENDES- Visitante

- Sexo:
Idade: 77
Emprego/lazer: leitura,espectáculos....
Pontos: 910
Data de inscrição: 20/04/2010
Re: AO SABOR DO PENSAMENTO...
Espero que continue o tema, porque me interessa
Tininha- Membro Efectivo

- Sexo:
Idade: 41
Emprego/lazer: Estudante/trabalhadora/F.P
Pontos: 1225
Data de inscrição: 15/05/2009
A CRIANÇA E O FOLCLORE
A CRIANÇA E O FOLCLORE
Ora, ainda bem que existe quem se interesse pelo tema do existir ou não folclore infantil. Reforço entretanto o meu desejo de que o assunto seja devidamente analisado ,e para mim está certa a resposta que se comprovar.
Entretanto,xistem no momento duas correntes, uma que defende que uma”Escola de Folclore”deve ser o ponto de partida para o grupo adulto, outra que entende que se devem representar as brincadeiras e os bailes de roda dos tempos de escola, que eu considero importante mas como complemento.
Dizem alguns que não é correcto vestir crianças como adultos, mas prova-se facilmente que com 6 e 7 anos muitos e muitas já trabalhavam na companhia dos pais, mas como é evidente na Escola Infantil e Juvenil do grupo a que pertenço—Montargil—não vou trajar um par de noivos, um tirador de cortiça, um lagareiro, etc., etc.
Mas a verdade é que o assunto não está estudado, e só assim se compreendem as respostas que me foram dadas por um prestigiado antropólogo cujo nome não cito dado que certamente não vai ler este apontamento para que possa apresentar os seus argumentos
Quero entretanto deixar bem vincado que em meu entender no final de um debate não há vencedores nem vencidos, ou antes, sai vencedor o tema debatido.
Mas entretanto, considerado antropólogo diz-me:
A Triste Viuvinha considera-se folclore infantil por causa da letra, que é infantil e porque a canção é de uma roda infantil em que as crianças davam a mão e giravam num sentido enquanto uma outra circulava em sentido contrário para depositar um lenço ou coisa parecida atrás de uma da roda. Ou um jogo infantil parecido, porque podia haver variantes dos mesmos jogos infantis. A “Atirei um pau ao gato” é infantil por causa da letra e da música. Talvez servisse como “puxa-línguas”,para aprender a falar ou a pronunciar as palavras correctamente.
Mas ,pergunto eu,onde estão as “diferenças” que de região para região marcam o folclore?
Encontram-se sem variantes, quanto às respectivas letras, porque são transmitidas literalmente. As crianças repetem lengalengas e outras formas fielmente, rigorosamente. Os mais novos aprendem com os mais velhos e um grupo com um outro. Mas pode ter havido momentos em que alguém escreveu estas cantilenas e fisxou definitivamente a peça folclórica.
E o conhecido professor,remata:
No entanto, o folclore (infantil ou adulto) não nasceu espontaneamente. Localmente, no terreno, podemos ver muitos casos em que uma cantiga ou uma música folclórica tiveram origem num criador local, eventualmente anónimo. O povo apropria-se dessas peças e toma-as como peças “locais”, e passam a genuíno folclore que passa a integrar o património dos grupos ou ranchos locais. Não tenha ilusões: não há criação colectiva. O que há são apropriações colectivas pelos grupos locais. As danças folclóricas são— vêmo-lo frequentemente criação de ensaiadores de ranchos ou seus informantes.
Não quero comentar no que respeita ao folclore dito infantil. Mas não posso evitar de referir que todos os que andam a sério no folclore, sabem que “não há criações colectivas”, que todo o tema teve o seu autor mas que o mesmo caiu no domínio público enquanto esse mesmo tema nas andanças dos trabalhadores foi sendo involuntariamente adaptado a diferentes maneiras de ser e de sentir. E há, na verdade,”ensaiadores?” que criam aquilo o que chamam folclore sem que o seja. Teremos no entanto que respeitar os que fazem um trabalho sério de pesquisa. Não na procura do genuíno ou do puro, -- seria utópico--mas do mais representativo possível!
E, claro, estou de acordo com o Inspector Lopes Pires!
Lino Mendes
Ora, ainda bem que existe quem se interesse pelo tema do existir ou não folclore infantil. Reforço entretanto o meu desejo de que o assunto seja devidamente analisado ,e para mim está certa a resposta que se comprovar.
Entretanto,xistem no momento duas correntes, uma que defende que uma”Escola de Folclore”deve ser o ponto de partida para o grupo adulto, outra que entende que se devem representar as brincadeiras e os bailes de roda dos tempos de escola, que eu considero importante mas como complemento.
Dizem alguns que não é correcto vestir crianças como adultos, mas prova-se facilmente que com 6 e 7 anos muitos e muitas já trabalhavam na companhia dos pais, mas como é evidente na Escola Infantil e Juvenil do grupo a que pertenço—Montargil—não vou trajar um par de noivos, um tirador de cortiça, um lagareiro, etc., etc.
Mas a verdade é que o assunto não está estudado, e só assim se compreendem as respostas que me foram dadas por um prestigiado antropólogo cujo nome não cito dado que certamente não vai ler este apontamento para que possa apresentar os seus argumentos
Quero entretanto deixar bem vincado que em meu entender no final de um debate não há vencedores nem vencidos, ou antes, sai vencedor o tema debatido.
Mas entretanto, considerado antropólogo diz-me:
A Triste Viuvinha considera-se folclore infantil por causa da letra, que é infantil e porque a canção é de uma roda infantil em que as crianças davam a mão e giravam num sentido enquanto uma outra circulava em sentido contrário para depositar um lenço ou coisa parecida atrás de uma da roda. Ou um jogo infantil parecido, porque podia haver variantes dos mesmos jogos infantis. A “Atirei um pau ao gato” é infantil por causa da letra e da música. Talvez servisse como “puxa-línguas”,para aprender a falar ou a pronunciar as palavras correctamente.
Mas ,pergunto eu,onde estão as “diferenças” que de região para região marcam o folclore?
Encontram-se sem variantes, quanto às respectivas letras, porque são transmitidas literalmente. As crianças repetem lengalengas e outras formas fielmente, rigorosamente. Os mais novos aprendem com os mais velhos e um grupo com um outro. Mas pode ter havido momentos em que alguém escreveu estas cantilenas e fisxou definitivamente a peça folclórica.
E o conhecido professor,remata:
No entanto, o folclore (infantil ou adulto) não nasceu espontaneamente. Localmente, no terreno, podemos ver muitos casos em que uma cantiga ou uma música folclórica tiveram origem num criador local, eventualmente anónimo. O povo apropria-se dessas peças e toma-as como peças “locais”, e passam a genuíno folclore que passa a integrar o património dos grupos ou ranchos locais. Não tenha ilusões: não há criação colectiva. O que há são apropriações colectivas pelos grupos locais. As danças folclóricas são— vêmo-lo frequentemente criação de ensaiadores de ranchos ou seus informantes.
Não quero comentar no que respeita ao folclore dito infantil. Mas não posso evitar de referir que todos os que andam a sério no folclore, sabem que “não há criações colectivas”, que todo o tema teve o seu autor mas que o mesmo caiu no domínio público enquanto esse mesmo tema nas andanças dos trabalhadores foi sendo involuntariamente adaptado a diferentes maneiras de ser e de sentir. E há, na verdade,”ensaiadores?” que criam aquilo o que chamam folclore sem que o seja. Teremos no entanto que respeitar os que fazem um trabalho sério de pesquisa. Não na procura do genuíno ou do puro, -- seria utópico--mas do mais representativo possível!
E, claro, estou de acordo com o Inspector Lopes Pires!
Lino Mendes
LINO MENDES- Visitante

- Sexo:
Idade: 77
Emprego/lazer: leitura,espectáculos....
Pontos: 910
Data de inscrição: 20/04/2010
Página 1 de 1
Permissão deste fórum:
Você não pode responder aos tópicos neste fórum












» Gina Marrinhas em OLiveira de Azemeis
» Victor de Sousa e Luisa Amaro
» A mae…
» Ponto de fusão
» A OUTRA MENSAGEM
» QUANTO PODE VALER UMA BANDEIRA?
» Play Zon Pes Cup
» Sessão de Apresentação do livro "O ÚLTIMO IMPÉRIO" de Tiago Moita
» Todos os caminhos vão dar a UL
» PROVA QUALIFICATIVA DE TRAMPOLINS 2012
» Semana da Musica Antiga
» Improvisos com Luiz Avellar e António Vitorino D´Ameida
» MEO XLParty BragaTech 2012
» A Pontualidade da cor
» Apenas serà, uma outra Pàscoa?
» Castelo de Vide - Camerata Lusitana
» Gina Marrinhas em Aveiro
» E tu vais ficar em casa?!
» Luisa Amaro em Concerto
» Luisa Amaro em Lisboa - 8 de Março
» Boas tardes
» Hoje SONHEI.
» Clube Macinhatense - 84º Aniversário
» Torneios MEO XLPARTY @ ZMAR 2012