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DUAS NO CRAVO E MUITAS NA FERRADURA
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DUAS NO CRAVO E MUITAS NA FERRADURA
Um dos grandes princípios, provavelmente o principal de todos, é o de nunca menosprezarmos o conhecimento de que precisamos ou sobre o qual... ousamos actuar. Menosprezar pessoas é mau, mas as pessoas sempre se podem virar – virar para outro lado ou virarem-se de outro modo – agora menosprezar o conhecimento é que não! Nomeadamente, porque quando tal acontece, acontece invariavelmente uma carga pesada de trabalhos! Trabalhos com nefastas consequências!
Quando as coisas acontecem no cenário da esfera pública; então aí o prejuízo cai em cima de todos! O responsável político e o funcionário público tem necessariamente uma alargada responsabilidade perante a sociedade. Ante todos. E quando falamos nos eleitos, a quem o povo “confiou” os seus destinos, esse desiderato ganha outra dimensão. Assim, quando um executivo camarário não faz o seu papel e obrigações, quando danifica património público e quando compromete seriamente o futuro de um concelho; o que é que pode fazer um povo? Quando alguém para dar duas no cravo, dá muitas mais na ferradura; não há quem aguente!
Este caso passa-se em Castanheira de Pêra. Entre muitas outras agressões nos espaços verdes e lugares mais turísticos; com cortes abusivos, transplantações extemporâneas e podas indescritíveis, muitas são já as plantas que secaram e as áreas danificadas. Agora, foi a vez do separador central das Avenidas Verdes a levar com os serrotes sem dó em cima!
Porque o que se fez… não se faz! Aquilo não foi cortar, foi estrangular! Aquilo não foi aparar foi partir! Aquilo não foi renovar, foi destruir! Aquilo não é podar… é estragar. Mais, nem todos os arbustos se podam da mesma maneira nem se podem podar na mesma altura e muito menos quando estão em plena floração!!! “Até uma magnólia em local com espaço deceparam”, ouvi da boca de várias pessoas em tom pesaroso!
Trata-se de um erro paisagístico e ambiental grave, mas também económico; porque delapidar património público assim e com uma dúzia de anos, no auge da sua beleza e função… tem custos! Tem custos e tem preço!
Importa salientar que os espaços verdes e parques são uma justa pretensão e uma necessidade real das populações e um dos papéis em que os Municípios podem dar uma imagem positiva e afirmativa de si e do concelho; já que é algo que reverte directamente para satisfação e usufruto de todos. Esta é das áreas em que a sensibilidade, o respeito e o cuidado de qualquer autarca mais se nota (mais se vê, de facto); por isso é de grande importância o seu exemplo – o seu melhor exemplo.
Artigo publicado no "Passeio Público" do JN de 9 de Abril de 2010.
Quando as coisas acontecem no cenário da esfera pública; então aí o prejuízo cai em cima de todos! O responsável político e o funcionário público tem necessariamente uma alargada responsabilidade perante a sociedade. Ante todos. E quando falamos nos eleitos, a quem o povo “confiou” os seus destinos, esse desiderato ganha outra dimensão. Assim, quando um executivo camarário não faz o seu papel e obrigações, quando danifica património público e quando compromete seriamente o futuro de um concelho; o que é que pode fazer um povo? Quando alguém para dar duas no cravo, dá muitas mais na ferradura; não há quem aguente!
Este caso passa-se em Castanheira de Pêra. Entre muitas outras agressões nos espaços verdes e lugares mais turísticos; com cortes abusivos, transplantações extemporâneas e podas indescritíveis, muitas são já as plantas que secaram e as áreas danificadas. Agora, foi a vez do separador central das Avenidas Verdes a levar com os serrotes sem dó em cima!
Porque o que se fez… não se faz! Aquilo não foi cortar, foi estrangular! Aquilo não foi aparar foi partir! Aquilo não foi renovar, foi destruir! Aquilo não é podar… é estragar. Mais, nem todos os arbustos se podam da mesma maneira nem se podem podar na mesma altura e muito menos quando estão em plena floração!!! “Até uma magnólia em local com espaço deceparam”, ouvi da boca de várias pessoas em tom pesaroso!
Trata-se de um erro paisagístico e ambiental grave, mas também económico; porque delapidar património público assim e com uma dúzia de anos, no auge da sua beleza e função… tem custos! Tem custos e tem preço!
Importa salientar que os espaços verdes e parques são uma justa pretensão e uma necessidade real das populações e um dos papéis em que os Municípios podem dar uma imagem positiva e afirmativa de si e do concelho; já que é algo que reverte directamente para satisfação e usufruto de todos. Esta é das áreas em que a sensibilidade, o respeito e o cuidado de qualquer autarca mais se nota (mais se vê, de facto); por isso é de grande importância o seu exemplo – o seu melhor exemplo.
Artigo publicado no "Passeio Público" do JN de 9 de Abril de 2010.
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