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CULTURA DA TRADIÇÃO
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CULTURA DA TRADIÇÃO
Conversas
para uma Cultura da Tradição
UM POVO SEM MEMÓRIA NÃO EXISTE
Sem dúvida que para cada um de nós a nossa terra é sempre a melhor. Não pelo facto de na mesma se ter nascido, o que até pode ter acontecido por um simples acaso, mas porque ligado a ela nos formámos, naturalmente nela encontramos as nossas raízes— que nos caracterizam e enriquecem nas diferenças.
É a Etnografia e o Folclore. São astradições ,sãoos usos e costumes a marcarem um meio quando ainda não influenciado por padrões universais .E são essas RAIZES que hoje ,mais do que nunca, interessa preservar e constituem a nossa afirmação neste derrubar de fronteiras na Europa como no Mundo.
É QUE UM POVO SEM MEMÓRIA NÃO EXISTE, pelo que é preciso que este País, que é o nosso, vá sendo construído em português. O que não significa um erguer de barreiras, um delimitar de fronteiras a não ser as culturais .Porque é nas diferenças que o convívio entre os povos se consolida, assim como na identidade se reforça a evolução natural das coisas.
É a maneira de ser e de estar que caracteriza um povo. E por isso mesmo, quando hoje se pretende definir o que é um homem culto, uma certeza de imediato se perfila ---a de que não importa a soma de conhecimentos, se ignorada for a realidade do meio em que nos inserimos, nos formámos. Verdade esta que, sem manipulações, deve estar presente a partir dos bancos da Escola, já que a criança só sabe ( e pode)amar aquilo que não desconhece.
Temos, pois, que importa compreender e defender o nosso património, a nossa identidade, até porque o desenvolvimento só coabita com uma população culturalmente evoluída, o que não pode acontecer no desconhecimento das raízes que nos definem, no ignorar das memórias do povo que somos.
É, pois, um facto ,que um povo sem memória não existe. Há por isso que a preservar investigando ,reconstituindo e divulgando.
para uma Cultura da Tradição
UM POVO SEM MEMÓRIA NÃO EXISTE
Sem dúvida que para cada um de nós a nossa terra é sempre a melhor. Não pelo facto de na mesma se ter nascido, o que até pode ter acontecido por um simples acaso, mas porque ligado a ela nos formámos, naturalmente nela encontramos as nossas raízes— que nos caracterizam e enriquecem nas diferenças.
É a Etnografia e o Folclore. São astradições ,sãoos usos e costumes a marcarem um meio quando ainda não influenciado por padrões universais .E são essas RAIZES que hoje ,mais do que nunca, interessa preservar e constituem a nossa afirmação neste derrubar de fronteiras na Europa como no Mundo.
É QUE UM POVO SEM MEMÓRIA NÃO EXISTE, pelo que é preciso que este País, que é o nosso, vá sendo construído em português. O que não significa um erguer de barreiras, um delimitar de fronteiras a não ser as culturais .Porque é nas diferenças que o convívio entre os povos se consolida, assim como na identidade se reforça a evolução natural das coisas.
É a maneira de ser e de estar que caracteriza um povo. E por isso mesmo, quando hoje se pretende definir o que é um homem culto, uma certeza de imediato se perfila ---a de que não importa a soma de conhecimentos, se ignorada for a realidade do meio em que nos inserimos, nos formámos. Verdade esta que, sem manipulações, deve estar presente a partir dos bancos da Escola, já que a criança só sabe ( e pode)amar aquilo que não desconhece.
Temos, pois, que importa compreender e defender o nosso património, a nossa identidade, até porque o desenvolvimento só coabita com uma população culturalmente evoluída, o que não pode acontecer no desconhecimento das raízes que nos definem, no ignorar das memórias do povo que somos.
É, pois, um facto ,que um povo sem memória não existe. Há por isso que a preservar investigando ,reconstituindo e divulgando.
LINO MENDES- Visitante

- Sexo:
Idade: 77
Emprego/lazer: leitura,espectáculos....
Pontos: 911
Data de inscrição: 20/04/2010
Re: CULTURA DA TRADIÇÃO
Gostaria que estas "conversas" que aqui vou colocar, se transformem em frutuoso "diálogo",quer referindo aquilo com que não concorda,quer falando no que não entendeu.
Um abraço
Lino Mendes
Um abraço
Lino Mendes
LINO MENDES- Visitante

- Sexo:
Idade: 77
Emprego/lazer: leitura,espectáculos....
Pontos: 911
Data de inscrição: 20/04/2010
Re: CULTURA DA TRADIÇÃO
Olá Lino!
Primeira questão: este textos e os próximos (a julgar pelo que disse atrás) são de sua autoría? É um pormenor importante.
Sobre o assunto com que iniciou as suas conversas, sou, obviamente defensor da perservação das nossas tradições e identidade cultural, em geral. Haverá uma ou outra excepção que eu deixaria morrer de bom grado, sendo um exemplo claro disso, as touradas. Não sou fundamentalista em relação ao assunto, mas passaria bem sem elas. Encaro-as como uma tradição algo bárbara, e desadequada da época em que vivemos e do nivel civilizacional que reclamamos para nós próprios, enquanto Europeus. Mas antes assim como somos, do que como em Espanha. Gosto de ver as pegas, porém. Homem contra touro, sem armas. Um duelo justo.
No que respeita ás restantes tradições, existem algumas vertentes das mesmas que não se enquadram no meus gostos, e ás quais sou, portanto, indiferente. estou a falar por exemplo das nossas floridas porcelanas tradicionais, ou dos cantares folclóricos do Minho (que ao fim de 5 minutos me deixam com os nervos em franja e vontade de fugir para o mais longe possivel).
Sei, porém, que isso é parte do somos nós enquanto povo com séculos de história, e que portanto deve ser perservado, pela perspectiva documental que encerra (já que do ponto de vista musical... 'BALHA-ME DEEEEEUS!').
Apareça mais vezes, que nós andamos por cá.
Primeira questão: este textos e os próximos (a julgar pelo que disse atrás) são de sua autoría? É um pormenor importante.
Sobre o assunto com que iniciou as suas conversas, sou, obviamente defensor da perservação das nossas tradições e identidade cultural, em geral. Haverá uma ou outra excepção que eu deixaria morrer de bom grado, sendo um exemplo claro disso, as touradas. Não sou fundamentalista em relação ao assunto, mas passaria bem sem elas. Encaro-as como uma tradição algo bárbara, e desadequada da época em que vivemos e do nivel civilizacional que reclamamos para nós próprios, enquanto Europeus. Mas antes assim como somos, do que como em Espanha. Gosto de ver as pegas, porém. Homem contra touro, sem armas. Um duelo justo.
No que respeita ás restantes tradições, existem algumas vertentes das mesmas que não se enquadram no meus gostos, e ás quais sou, portanto, indiferente. estou a falar por exemplo das nossas floridas porcelanas tradicionais, ou dos cantares folclóricos do Minho (que ao fim de 5 minutos me deixam com os nervos em franja e vontade de fugir para o mais longe possivel).
Sei, porém, que isso é parte do somos nós enquanto povo com séculos de história, e que portanto deve ser perservado, pela perspectiva documental que encerra (já que do ponto de vista musical... 'BALHA-ME DEEEEEUS!').
Apareça mais vezes, que nós andamos por cá.

Jotace- Membro V.I.P.

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Idade: 44
Pontos: 2085
Data de inscrição: 25/11/2008
Re: CULTURA DA TRADIÇÃO
Gostava em primeiro lugar de dar os parabens ao Lino Mendes pelo interesse dos seus comentarios sempre muito bem fundamentados. Como ja me apresentei em posts anteriores, estou a fazer uma investigação sobre tradições portuguesas e artes populares, e no seu texto consiguiu descrever numa unica frase o panorama que tenho encontrado: só se ama o que não se desconhece.
As informações sobre as tradiçoes artisticas portuguesas encontram-se tão espalhadas e pouco organizadas que só com muita vontade se chega lá. Além do folclore e das touradas é muitas outras tradições que estamos a deixar perder. Deixo como exemplo existir apenas uma senhora, com cerca de 80 anos, a conhecer os segredos e técnicas dos teares de linho algarvios.
Não é dificil notar a confusão e a perca das tradições, basta entrar numa feira de artesanato, de facto encontramos mais bancas de artesanato que em anos anteriores, mais artesanato tradicional, artesanato do nosso é muito raro, e feito por pessoas isoladas, com uma idade avançada, que se queixam de ninguem querer aprender. O artesanato contemporaneo tem tendencia a perder as raizes, pouco tem de portugues, pois muito dele é copiado de revistas e sites estrangeiros.
Tambem no artesanto e nas artes populares os conceitos de identidade e das tradições portuguesas devia ser pensado e discutido.
As informações sobre as tradiçoes artisticas portuguesas encontram-se tão espalhadas e pouco organizadas que só com muita vontade se chega lá. Além do folclore e das touradas é muitas outras tradições que estamos a deixar perder. Deixo como exemplo existir apenas uma senhora, com cerca de 80 anos, a conhecer os segredos e técnicas dos teares de linho algarvios.
Não é dificil notar a confusão e a perca das tradições, basta entrar numa feira de artesanato, de facto encontramos mais bancas de artesanato que em anos anteriores, mais artesanato tradicional, artesanato do nosso é muito raro, e feito por pessoas isoladas, com uma idade avançada, que se queixam de ninguem querer aprender. O artesanato contemporaneo tem tendencia a perder as raizes, pouco tem de portugues, pois muito dele é copiado de revistas e sites estrangeiros.
Tambem no artesanto e nas artes populares os conceitos de identidade e das tradições portuguesas devia ser pensado e discutido.
Re: CULTURA DA TRADIÇÃO
Lino Mendes é o presidente do Grupo de Promoção S.C.de Montargil, grupo que fundou e que tem ajudado a manter no activo.
São 40 anos a preservar e divulgar as nossas tradiçoes, os nossos usos e costumes.
Apesar de aqui e ali recolher algumas informações, posso garantir que os textos são dele(já são muitos anos a escrever......)
Um abraço.
São 40 anos a preservar e divulgar as nossas tradiçoes, os nossos usos e costumes.
Apesar de aqui e ali recolher algumas informações, posso garantir que os textos são dele(já são muitos anos a escrever......)
Um abraço.
Antonio Mendes- Visitante

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Idade: 47
Emprego/lazer: Funcionario Publico
Pontos: 499
Data de inscrição: 17/01/2011
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