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FESTAS DE NOSSA SENHORA DAS NEVES - RELVA - PONTA DELGADA - SÃO MIGUEL - AÇORES
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FESTAS DE NOSSA SENHORA DAS NEVES - RELVA - PONTA DELGADA - SÃO MIGUEL - AÇORES
Festa de Nossa Senhora das Neves

Desde o início do povoamento dos Açores a piedade marial tem a documenta-la indícios materiais (como igrejas e capelas, ermidas e imagens) e informações escritas ou orais [1].
Ao longo do ano e de acordo com o calendário litúrgico, celebravam-se algumas festas principais em honra de Nossa Senhora, a que se associava a comunidade paroquial por serem dias de Guarda: Purificação (em Fevereiro), Anunciação/Encarnação (em Março), Visitação (em Julho), Santa Maria das Neves [2] e Assunção (em Agosto), Nascimento de Nossa Senhora (em Setembro), Conceição e Comemoração de Nossa Senhora (em Dezembro) [3].
Pela descrição atrás referida não será difícil concluir-se que a celebração da festa de Santa Maria das Neves é sem dúvida a homenagem que os habitantes desta antiquíssima freguesia já prestavam à sua padroeira em tão remotos tempos, (único orago desta invocação na altura nos Açores), e na qual participava o seu fundador Martim Vaz Contador com a sua família, e que seria em finais do século XV, ou início do XVI.
Em 24 de Fevereiro de 1557, Francisco de Melo no seu testamento, deixou dito que a missa da festa de Senhora das Neves do ano seguinte ao seu falecimento seria por sua alma por ser desta um devoto [4] , no entanto não se sabe se já existia confraria, pois não lhe faz menção.
Já no final do século XVI Gaspar Frutuoso, ao descrever esta freguesia regista que a festa de Nossa Senhora das Neves se realizava, a 5 de Agosto de todos os anos [5].
Como seria esta em finais do século XVI, e qual terá sido a sua evolução nos 200 anos seguintes?
Frei Agostinho de Santa Maria na sua obra “Santuários Marianos”, no ano de 1723, refere-se a esta festa como sendo realizada como muita grandeza, no seu dia 5 de Agosto, e neste dia todo o lugar concorrer a venerar a Senhora [6].
Sabe-se no entanto que durante o séc. XIX e até aos anos sessenta do século XX a procissão comportava todas as imagens existentes na freguesia. Tal era a quantidade de andores, cerca de 16, que popularmente era esta festa conhecida por “Procissão das Santas”. Tendo custado em 1849 16$590 reis [7].
Ainda hoje as pessoas mais antigas da Relva e de outros lugares referem-se deste modo ao Domingo desta festa. (“O Domingo da Procissão das Santas”).
Com a evolução dos tempos e de mentalidades foi transformada e a partir de 1970 passou só o andor de Nossa Senhora das Neves a sair à rua. Foi também a partir desta altura em que muitos relvenses já trabalhavam na cidade de Ponta Delgada e que já não podiam guardar a segunda-feira da festa que deixou de se realizar a procissão da recolha de ofertas com o andor da imagem de Nossa Senhora do Rosário existente na igreja.
Quanto à festa profana começou por ser uma realidade a partir dos anos trinta do século XX com a realização do Bazar e arraial de filarmónica.

O Hino de Nossa Senhora das Neves
[1] SANTOS, João Marinho dos – Os Açores nos Séculos XV e XVI, Angra do Heroísmo: Direcção Regional dos Assuntos Culturais, 1989. Vol. 2º, p. 707.
[2] Ibidem.
[3] Ibidem.
[4] Ibidem, 48, peça 428.
[5] FRUTUOSO, Gaspar – Saudades da Terra. Ponta Delgada: Tip. Diário dos Açores, 1924. Liv. 4º, vol. 1º, p. 317.
[6] SANTA MARIA, Frei Agostinho de – Santuários Marianos, Lisboa Ocidental: Oficina de António Pedroso Galram, 1723, T. 10, p. 350 – 351.
[7] AIPNSN. Junta de Paróquia, Livro 1º de receitas e despesas, 1836 – 1872, fl. 20.

Desde o início do povoamento dos Açores a piedade marial tem a documenta-la indícios materiais (como igrejas e capelas, ermidas e imagens) e informações escritas ou orais [1].
Ao longo do ano e de acordo com o calendário litúrgico, celebravam-se algumas festas principais em honra de Nossa Senhora, a que se associava a comunidade paroquial por serem dias de Guarda: Purificação (em Fevereiro), Anunciação/Encarnação (em Março), Visitação (em Julho), Santa Maria das Neves [2] e Assunção (em Agosto), Nascimento de Nossa Senhora (em Setembro), Conceição e Comemoração de Nossa Senhora (em Dezembro) [3].
Pela descrição atrás referida não será difícil concluir-se que a celebração da festa de Santa Maria das Neves é sem dúvida a homenagem que os habitantes desta antiquíssima freguesia já prestavam à sua padroeira em tão remotos tempos, (único orago desta invocação na altura nos Açores), e na qual participava o seu fundador Martim Vaz Contador com a sua família, e que seria em finais do século XV, ou início do XVI.
Em 24 de Fevereiro de 1557, Francisco de Melo no seu testamento, deixou dito que a missa da festa de Senhora das Neves do ano seguinte ao seu falecimento seria por sua alma por ser desta um devoto [4] , no entanto não se sabe se já existia confraria, pois não lhe faz menção.
Já no final do século XVI Gaspar Frutuoso, ao descrever esta freguesia regista que a festa de Nossa Senhora das Neves se realizava, a 5 de Agosto de todos os anos [5].
Como seria esta em finais do século XVI, e qual terá sido a sua evolução nos 200 anos seguintes?
Frei Agostinho de Santa Maria na sua obra “Santuários Marianos”, no ano de 1723, refere-se a esta festa como sendo realizada como muita grandeza, no seu dia 5 de Agosto, e neste dia todo o lugar concorrer a venerar a Senhora [6].
Sabe-se no entanto que durante o séc. XIX e até aos anos sessenta do século XX a procissão comportava todas as imagens existentes na freguesia. Tal era a quantidade de andores, cerca de 16, que popularmente era esta festa conhecida por “Procissão das Santas”. Tendo custado em 1849 16$590 reis [7].
Ainda hoje as pessoas mais antigas da Relva e de outros lugares referem-se deste modo ao Domingo desta festa. (“O Domingo da Procissão das Santas”).
Com a evolução dos tempos e de mentalidades foi transformada e a partir de 1970 passou só o andor de Nossa Senhora das Neves a sair à rua. Foi também a partir desta altura em que muitos relvenses já trabalhavam na cidade de Ponta Delgada e que já não podiam guardar a segunda-feira da festa que deixou de se realizar a procissão da recolha de ofertas com o andor da imagem de Nossa Senhora do Rosário existente na igreja.
Quanto à festa profana começou por ser uma realidade a partir dos anos trinta do século XX com a realização do Bazar e arraial de filarmónica.

O Hino de Nossa Senhora das Neves
Refúgio dos pecadores
Alívio do sofrimento
Teu nome são cinco estrelas
A brilhar no firmamento
Coro
Nossa Senhora das Neves
Desta terra a padroeira
Abençoa a nossa alma
O corpo o campo e a lareira
Ó mãe da divina graça
Causa da nossa alegria
De ti nos venha a pureza
Mais o pão de cada dia
Coro
Minha Senhora das Neves
Fonte de consolação
Guardai toda esta terra
Dentro do teu coração

Alívio do sofrimento
Teu nome são cinco estrelas
A brilhar no firmamento
Coro
Nossa Senhora das Neves
Desta terra a padroeira
Abençoa a nossa alma
O corpo o campo e a lareira
Ó mãe da divina graça
Causa da nossa alegria
De ti nos venha a pureza
Mais o pão de cada dia
Coro
Minha Senhora das Neves
Fonte de consolação
Guardai toda esta terra
Dentro do teu coração

[1] SANTOS, João Marinho dos – Os Açores nos Séculos XV e XVI, Angra do Heroísmo: Direcção Regional dos Assuntos Culturais, 1989. Vol. 2º, p. 707.
[2] Ibidem.
[3] Ibidem.
[4] Ibidem, 48, peça 428.
[5] FRUTUOSO, Gaspar – Saudades da Terra. Ponta Delgada: Tip. Diário dos Açores, 1924. Liv. 4º, vol. 1º, p. 317.
[6] SANTA MARIA, Frei Agostinho de – Santuários Marianos, Lisboa Ocidental: Oficina de António Pedroso Galram, 1723, T. 10, p. 350 – 351.
[7] AIPNSN. Junta de Paróquia, Livro 1º de receitas e despesas, 1836 – 1872, fl. 20.
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