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Eutanasia - O meu direito á escolha
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Eutanasia - O meu direito á escolha
Dizem os "entendidos" que o Estado tem como princípio a protecção da vida dos seus cidadãos, existem aqueles que, devido ao seu estado precário de saúde, desejam dar um fim ao seu sofrimento antecipando a morte.
Antes de tudo não vou sequer tentar opinar sobre o verdadeiro papel que o Estado deveria ter e não tem sobre cuidar da saude da sua população. Todos sabemos e sentimos na pele de uma forma ou de outra como o Estado Portugues tem falhado nesse papel.
O que me importa verdadeiramente falar um pouco e ascultar as vossas opiniões é no sentido se eu tenho, deveria ter ou não o direito, a um "suicidio" assistido. Bolas que palavrão tão elaborado para defenir que eu sei que tenho uma doença incuravel e não quero de forma alguma estar á espera meses ou anos de um fim que sei que vai acontecer com mais ou menos dor.
Dizem alguns que enquanto existe Vida, existe Esperança, só que não é bem assim. Existem doenças que eu sei á partida que vou sofrer e mais grave, vou fazer sofrer dia a dia os que me amam.
Será que eu não tenho o direito, estando eu nas posses de todas as minhas faculdades mentais de decidir se quero esperar por um fim, ou acabar no momento que eu deseje com a minha vida?
Á Dias, faleceu alguem meu conhecido com cancer e com cerca de 80 anos, posso dizer que o ultimo ano, foi deveras complicado para a pessoa em si, mas para os seus familiares, foi terrivel, isso fez-me pensar, o que eu desejaria para mim e para os meus num caso semelhante.
Existem afinal vidas que acabam por ser um autêntico tormento e que a Morte representa um alivio.
Não sei, acho que amo demasiado os que me cercam para assistir a que eles me vão ver morrer e sofrer dia a dia, num sentimento enorme de impotência perante um facto desses.
Creio que tenho o direito de não prolongar nem o meu sofrimento, nem o dos "meus", se a Eutanasia fosse primitida e autorizada e devia ser, eu seria uma das primeiras a optar por um desfecho desses. Nem eu ser condenada por isso, nem os que me ajudassem, caso eu não o pudesse fazer sózinha.
No entanto, gostava de saber, o que pensam sobre isso.
Antes de tudo não vou sequer tentar opinar sobre o verdadeiro papel que o Estado deveria ter e não tem sobre cuidar da saude da sua população. Todos sabemos e sentimos na pele de uma forma ou de outra como o Estado Portugues tem falhado nesse papel.
O que me importa verdadeiramente falar um pouco e ascultar as vossas opiniões é no sentido se eu tenho, deveria ter ou não o direito, a um "suicidio" assistido. Bolas que palavrão tão elaborado para defenir que eu sei que tenho uma doença incuravel e não quero de forma alguma estar á espera meses ou anos de um fim que sei que vai acontecer com mais ou menos dor.
Dizem alguns que enquanto existe Vida, existe Esperança, só que não é bem assim. Existem doenças que eu sei á partida que vou sofrer e mais grave, vou fazer sofrer dia a dia os que me amam.
Será que eu não tenho o direito, estando eu nas posses de todas as minhas faculdades mentais de decidir se quero esperar por um fim, ou acabar no momento que eu deseje com a minha vida?
Á Dias, faleceu alguem meu conhecido com cancer e com cerca de 80 anos, posso dizer que o ultimo ano, foi deveras complicado para a pessoa em si, mas para os seus familiares, foi terrivel, isso fez-me pensar, o que eu desejaria para mim e para os meus num caso semelhante.
Existem afinal vidas que acabam por ser um autêntico tormento e que a Morte representa um alivio.
Não sei, acho que amo demasiado os que me cercam para assistir a que eles me vão ver morrer e sofrer dia a dia, num sentimento enorme de impotência perante um facto desses.
Creio que tenho o direito de não prolongar nem o meu sofrimento, nem o dos "meus", se a Eutanasia fosse primitida e autorizada e devia ser, eu seria uma das primeiras a optar por um desfecho desses. Nem eu ser condenada por isso, nem os que me ajudassem, caso eu não o pudesse fazer sózinha.
No entanto, gostava de saber, o que pensam sobre isso.

MClara- Convidado
Re: Eutanasia - O meu direito á escolha
Concordo em pleno, Maria. Uma das coisas que a evolução tecnologica nos trouxe, foi a faculdade de podermos brincar ao "faz de conta que somos deuses".
Isso já permitiu, e permitirá feitos assombrosos no controlo de situações que apenas há uma geração ou duas atrás julgávamos incontroláveis. Assim, podemos começar a controlar e debelar doenças, adiar a morte, provocar chuva, fazer neve em pleno Verão, provocar avalanches controladas, manipular genes, fabricar ovelhas e outros animais, etc, etc.
Ora, esta faculdade de brincar aos deuses tem-nos afastado cada vez mais do curso natural do ciclo de vida e morte, e da sobrevivencia. Ou seja, em circunstancias normais, a mãe-natureza encarregar-se-ia de terminar de forma mais ou menos rápida com o sofrimento de um ser vivo que tem uma enfermidade fatal. Isso é, no mundo dos animais, um golpe de misericórdia para com esse elemento debilitado. Irónicamente, o ser humano criou formas de adiar o inevitável até ao limite do absurdo. Ou seja, foi tão longe na especialidade de manter um coração a bater, que se esqueceu que o ser humano é bem mais do apenas um coração. Assim, chegamos a este ponto, em que há pessoas que se sentem pior do que se estivessem mortas, vivendo um inferno em vida, e que só pedem o favor de lhes pararem o coração porque elas não têm capacidade para o fazer. E que fazemos nós? Dizemos que não! - "És um vegetal em sofrimento, e assim continuarás enquanto conseguirmos manter-te o motor em funcionamento!".
Ás vezes a lógica é mesmo uma batata...podre.
Isso já permitiu, e permitirá feitos assombrosos no controlo de situações que apenas há uma geração ou duas atrás julgávamos incontroláveis. Assim, podemos começar a controlar e debelar doenças, adiar a morte, provocar chuva, fazer neve em pleno Verão, provocar avalanches controladas, manipular genes, fabricar ovelhas e outros animais, etc, etc.
Ora, esta faculdade de brincar aos deuses tem-nos afastado cada vez mais do curso natural do ciclo de vida e morte, e da sobrevivencia. Ou seja, em circunstancias normais, a mãe-natureza encarregar-se-ia de terminar de forma mais ou menos rápida com o sofrimento de um ser vivo que tem uma enfermidade fatal. Isso é, no mundo dos animais, um golpe de misericórdia para com esse elemento debilitado. Irónicamente, o ser humano criou formas de adiar o inevitável até ao limite do absurdo. Ou seja, foi tão longe na especialidade de manter um coração a bater, que se esqueceu que o ser humano é bem mais do apenas um coração. Assim, chegamos a este ponto, em que há pessoas que se sentem pior do que se estivessem mortas, vivendo um inferno em vida, e que só pedem o favor de lhes pararem o coração porque elas não têm capacidade para o fazer. E que fazemos nós? Dizemos que não! - "És um vegetal em sofrimento, e assim continuarás enquanto conseguirmos manter-te o motor em funcionamento!".
Ás vezes a lógica é mesmo uma batata...podre.

Jotace- Membro V.I.P.

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Data de inscrição: 25/11/2008
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