É já no próximo mês que a MONSTRA regressa à capital portuguesa. O Festival de Animação comemora os seus dez anos e o centenário da República
Em 2000, um grupo ecléctico de pessoas - um pintor, um antropólogo, uma professora, um corista e um realizador - decidiu criar a MONSTRA, Festival de Animação de Lisboa. Dez anos depois, o Festival continua vivo e prepara mais uma edição.
Portugal, no ano em que comemora o centenário da República, é o país homenageado. Ainda este ano, a MONSTRA pretende estrear um filme de dez minutos, Dez por Cem - os 10 anos da MONSTRA e os 100 anos da República, que pretende dar a conhecer a história dos autores e das obras do cinema de animação português.
Nesta edição, no Museu do Oriente vai ser destacada uma cinematografia emergente, que tem uma relação histórica com Portugal, a Índia. Paralelamente às mostras e às antestreias de filmes nacionais e internacionais, o festival realiza uma competição, trazendo a Lisboa jovens autores que são o futuro da animação. Os júris desta edição foram divididos em três categorias: internacionais, estudantes e escolas. São 56 filmes de 30 países na competição de curtas, e 64 filmes de 29 escolas mundiais na competição de estudantes.
As noites longas da MONSTRA mantêm-se, como os espaços para encontros entre realizadores, criadores e a animação.
Nos dez anos da MONSTRA, vão estar nove países em retrospectiva, correspondendo cada dia do evento a um país já homenageado pelo festival. Uma retrospectiva onde se efectua um balanço das obras, dos autores e dos países que foram homenageados ao longo da sua história.
Utilizando equipamentos culturais nunca usados em festivais, a MONSTRA conseguiu dinamizar o Museu da Marioneta e o Museu Nacional de Etnologia. No Museu da Marioneta poderemos encontrar duas exposições de animação, e a partir de dia 11 de Março, o Cinema São Jorge terá também obras de Nuno Beato, Priit Pärn e Vladimir Lesciov nas vitrinas.
Com um público constituído em grande parte por crianças, a MONSTRinha apresenta um espectáculo de diálogo entre animação e marionetas, em que os filmes que são apresentados são na língua internacional do gesto e dos sons, ou falados em português, sem legendas.
Um destaque da programação vai para as Transversalidades, com a estreia mundial de Aedificandi. Um projecto interactivo que dá início ao Festival e que conjuga arquitectura, animação e performance. Nos espectáculos podemos ainda encontrar Tentugal, Paulo Curado, Fernando Mota, Ciric e Phelps Monstruouse Band.
De 11 a 21 de Março, a MONSTRA vai andar à solta em Lisboa.