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Aprender a multiplicar ("Homem rico, homem pobre")

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default Aprender a multiplicar ("Homem rico, homem pobre")

Mensagem por Jotace em Qui Jan 07, 2010 5:35 pm

No inicio deste ano fui confrontado com a estatistica abaixo apresentada na imprensa:


Apoios só salvam 23% da pobreza


2010-01-01

TIAGO RODRIGUES ALVES


O ano da luta contra a pobreza e exclusão social pretende chamar a atenção para um problema que afecta um quinto de toda a população europeia. Em Portugal, sem apoios sociais, 41% das pessoas estariam abaixo do limiar da pobreza. Há pouca margem para mais ajudas.
O tema foi escolhido no início de 2008, quando a economia florescia e nada fazia prever a tempestade financeira que se avizinhava. Se naquela altura a pobreza e a exclusão social já eram motivo de preocupação, hoje, depois de uma crise económica sem precedentes e que levou à falência centenas de empresas e ceifou milhares e milhares de empregos, dificilmente se poderia pedir um tema mais pertinente para dar o mote ao Ano Europeu.
Ainda não há dados oficiais para o ano que ontem findou, mas as instituições de solidariedade são unânimes em afirmar que há mais famílias carentes e que a pobreza atinge cada vez mais as pessoas empregadas. Por exemplo, a Assistência Médica Internacional acena com os 1836 pedidos iniciais de apoio social que recebeu no primeiro semestre de 2009, mais 24% do que no ano anterior.
Aos portugueses também não escapa esta realidade. Segundo o Eurobarómetro de Outubro, 61% dos cidadãos nacionais acreditam que o nível de pobreza aumentou fortemente nos últimos 12 meses. A sondagem também revela que muitos já esticaram os rendimentos até ao limite e começam a sentir na pele as dificuldades.
Se confrontados com uma despesa extra de 1000 euros nos próximos 12 meses, 88% dizem que provavelmente não a conseguiriam pagar. E é cada vez mais difícil fazer face às despesas fixas: 6% estão a deixar de pagar algumas contas, 37% dizem que lutam constantemente para as pagar e 36% dizem que, de vez em quando, têm dificuldades.
Por último, 16% dos portugueses admitem que no último ano, pelo menos por uma vez, ficaram sem dinheiro para pagar as contas fixas ou comprar bens de primeira necessidade.


(o resto pode ser lido em :
http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Nacional/Interior.aspx?content_id=1459478


---------------------


Este artigo deixou-me a pensar e trouxe-me á memória um outro artigo, originalmente em inglês, e que eu traduzi á cerca de 4 anos, para poder fazer circular entre alguns amigos e conhecidos, visto que considero que se trata de uma pequena pérola, que, se devidamente compreendida e interiorizada pode, literalmente, mudar a vida das pessoas.

É um artigo de caracter financeiro, parte de um livro dedicado aos investimentos em Bolsa e mercados financeiros, mas que inclui um conjunto de conceitos e de recados que podiam fazer a diferença na vida da maioria das familias de classe média, que (aparentemente) já estiveram financeiramente estáveis e prósperas, e que agora estão pelas ruas da amargura, de um ano para o outro, por simplesmente não terem as minimas noções de poupança e gestão das suas reservas. Infelizmente, são coisas que não se ensinam na escola (e faziam muito mais falta na vida do que estudar Filosofia, por exemplo).
Não quero dizer com isto que todas as situações de vida no limiar (ou abaixo) de pobreza fossem solucionáveis com a ajuda deste texto, mas decerto que, se quem aproveitou o tempo das vacas gordas para se encher de carros e casas novas, e viagens e mobilias, etc, numa espiral de créditos e aniquilação de poupança, tivesse tido em consideração e posto em practica as noções que a seguir transcrevo, as suas angustias neste momento poderiam ser bem menores, ou quiçá, inexistentes.

Quando descobri este texto percebi de imediato que ele é uma espécie de espelho da minha vida, ao longo de pelo menos 20 anos. A tranquilidade e estabilidade de que hoje gozo foi fruto de saber fazer exactamente aquilo que aqui está escrito, em vez de gastar tudo o que ganhava em carros novos, e apartamentos mais caros e maiores do que necessitava.

Redescobri-o no meu computador, e 4 anos depois, volto a partilhá-lo com quem o queira ler. Se sentirem que são demasiado velhos para pensar em planos de capitalização (e eu a seguir explicarei o que é isso), transmitam estas noções aos vossos filhos, e é muito provável que, se eles souberem orientar a sua vida nesse sentido, daqui por uns anos passem a ter uns filhos ricos, alem de uns ricos filhos. Wink

...


Última edição por Jotace em Qui Jan 07, 2010 5:45 pm, editado 1 vez(es)

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Mensagem por Jotace em Qui Jan 07, 2010 5:40 pm

Sobre o autor:

(Richard Russell tem agora 84 anos, e escreve e publica o “Dow Theory Letters” desde 1958, ininterruptamente. É a mais antiga newsletter no ramo. Foi o primeiro a recomendar o investimento em acções do ouro em 1960. Ele acertou no topo do mercado de 1944-1946, e no fundo de 1974 (quase acertando no dia), predizendo a partir dessa data um novo ciclo de expansão. É um dos génios inatos dos mercados de capitais.)




“Homem rico, homem pobre”, por Richard Russell


Ganhar dinheiro envolve bem mais do que apenas conseguir prever para onde os mercados vão, ou qual o titulo ou fundo que vai duplicar de valor no proximo par de anos. Para a maioria dos investidores ter lucro exige um plano, auto-disciplina e vontade. Tendo isto em perspectiva, ofereço-vos de seguida um conjunto de reflexões e regras para investimento, que deverão ter bem presentes se o vosso objectivo é mesmo ganhar dinheiro:




I. O Poder da Capitalização


Regra 1: Capitalizar. Uma das mais importantes lições da vida moderna é que para podermos sobreviver, precisamos de dinheiro. Mas para viver com alegria, precisamos de amor, saúde (fisica e mental), liberdade, estimulo intelectual... e dinheiro.

A capitalização é o segredo para atingir a prosperidade financeira. É o caminho mais seguro, e felizmente todos o podem trilhar. Para capitalizar com sucesso precisamos de : perserverança, de forma a seguirmos firmemente o nosso proposito de poupar; Inteligencia, para compreender o que é que estamos a fazer, e porquê; algum conhecimento das tabelas matemáticas da capitalização, para perceber os fantásticos retornos que iremos ter, se seguirmos fielmente o plano de capitalização; e claro, precisamos de tempo, tempo que permita que o poder da capitalização começe a funcionar a nosso favor. Nunca esqueçam: a capitalização só funciona com o decorrer do tempo.

Há que contar com dois factores menos agradáveis no processo de capitalização. Envolve sacrificios (não podes gastá-lo e poupá-lo em simultaneo), e é C-H-A-T-O ! Ou seja, é chato até que , ao fim de 7 ou 8 anos, o dinheiro começa a aparecer! A partir daí, acreditem, torna-se muito interessante! Mesmo fascinante!

Para enfatizar o que acabo de dizer, cito um estudo da Market Logic, em que se compara duas situações :



- o investidor B começa o seu plano de capitalização com 19 anos. Durante 7 anos seguidos ele coloca 2.000 dolares na sua poupança, a 10% ao ano, e ao final dos 7 anos (com 26 anos de idade) , ele deixa de reforçar a sua poupança.



- o investidor A não poupa nada até aos 26 anos. A partir daí, ele poupa os mesmos 2.000 dolares todos os anos, durante 40 anos, até aos 65 anos de idade, tambem a 10% ao ano.



Os resultados são incriveis! O investidor B, que poupou apenas durante 7 anos, acaba por ficar com mais dinheiro que o investidor A, que poupou 40 anos! Isto apenas porque o B começou a capitalizar 7 anos antes. Esses 7 anos de avanço acabaram por valer mais do que as 33 contribuições adicionais do A.


Regra 2: Não perca dinheiro. Isto pode parecer ingenuo, mas acreditem que não é. Se queres properar, não pode perder dinheiro; ou seja, não podem permitir grandes perdas. A maioria das pessoas perde dinheiro em investimentos desastrosos, jogo, maus negocios, por ganancia ou por mau timing. Posso dizer por experiencia propria, e por conhecimento de experiencias alheias, que muita gente perde muito dinheiro em acções, em derivados, em imobiliário, em maus emprestimos, em jogo inconsciente, e nos seus proprios negócios.






Regra 3: Homem rico, homem pobre


O investidor rico não precisa dos mercados, porque já tem todo o rendimento de que precisa. Ele obtem lucros regulares de obrigações, fundos, acções e imobiliário. Ou seja, o investidor rico não sente a pressão de ter que fazer dinheiro no mercado. Ele procura valor. Ele tende a comprar obrigações ou acções quando elas estão baratas. O mesmo se passa em relação ao imobiliário, á arte, aos diamantes, ao ouro. Ele coloca o seu dinheiro onde ele encontrar o maior valor, o maior potencial.

Se em determinado periodo ele não encontrar essas oportunidades, ele simplesmente espera. Ele pode esperar. O dinheiro chega até ele diáriamente, semanalmente, mensalmente. Ele sabe o que quer, e não se importa de esperar meses ou anos pelo seu proximo investimento (há quem chame a isso ‘ter paciência’).


Mas, e o pequeno investidor (P.I.) ? Esse sente-se sempre pressionado para ‘fazer dinheiro’, e quer pressionar o mercado para que o ajude nesse proposito. Infelizmente, o mercado não está interessado em ajudar. Assim, quando o P.I. não está a tentar esmifrar 1% ou 2% no mercado, estará no casino a tentar ‘ganhar á casa’, na roleta, ou a comprar bilhetes de lotaria, ou a ‘investir’ num qualquer esquema manhoso, por uma dica do seu vizinho (estritamente confidencial, claro...). E porque o P.I. está a querer obrigar o mercado a ajudá-lo, ele é garantidamente um falhado. Ele não compreende o conceito de ‘valor’, portanto, está sempre a comprar caro. Ele não compreende o poder da capitalização, e não compreende o dinheiro. Ele nunca ouviu a máxima : “Quem percebe de juros, ganha-os, quem não percebe, paga-os”. O P.I. é o tipico Americano, e está enterrado em dividas, e transpira, transpira sempre, para conseguir pagar a casa, o carro, o frigorifico, a maquina da relva. É impaciente, e sente-se sempre ultrapassado. Precisa sempre de dinheiro, muito e depressa! Sonha com o Euromilhões! Mas, acaba por gastar e perder o pouco que tem, nos mercados, no jogo, ou em esquemas marados. Resumindo, este idiota passará a sua a vida no caminho do insucesso financeiro.



Irónicamente, bastaria que este fulano adoptasse a disciplina ferrea de nunca gastar mais do que ganha, e se tivesse inteligentemente, aplicado algumas economias num plano de capitalização, no tempo devido ele veria dinheiro a entrar diaria, semanal, ou mensalmente, tal como o investidor rico. Tornar-se-ia um vencedor, no plano financeiro, em vez de um patético derrotado.




Regra 4: Valor. Um investidor só se deve afastar do seu plano de capitalização básico quando um determinado mercado oferece extraordinário valor. Isto significa, que ofereça segurança, um retorno interessante, e um efectiva probabilidade de subir de preço/valor.





II. Tempo


TEMPO : Aqui está algo que não vem nos livros, e que o seu intermédiario financeiro/conselheiro lhe dirá. Todo o que envolve investimento e especulação são apenas exercicios com o objectivo de bater, ou ganhar Tempo. O Tempo é o bem mais precioso que poderemos alguma vez ter no nosso arsenal de investimento. O problema é que nenhum de nós o tem em quantidade suficiente.



Imaginemos que tinhamos 200 anos para viver. Com um investimento de 20000 dolares, por exemplo em obrigações, á taxa de 5,5% , iremos duplicar o investimento em 13 anos. Se cada vez que o capital duplica, lhe acrescentarmos mais 10000 dolares, ao fim de 52 anos (13 x 4), já teriamos 470.000 dolares. Como em 200 anos o periodo de 13 anos acontece 15 vezes, lá mais para o fim já não saberiamos o que fazer com tanto dinheiro. Portanto, com tempo suficiente, ficariamos ricos, garantidamente. Não seria preciso mais nada. Apenas capitalização, e o maior de todos os bens: TEMPO.


Mas, temos um problema: na vida real, não temos 200 anos. Mas se começarmos cedo, ou ensinarmos os nossos filhos a fazê-lo, teremos entre 30 a 60 anos pela frente. A maioria das pessoas já não tem tempo, e assim gastam horas, nervos e energia a tentar ganhar tempo. É isso que fazemos quando procuramos a acção que avança de 3 para 100. Se a escolhermos e lá investirmos o capital suficiente, estaremos a ganhar, a bater o Tempo.







III. Esperança.



ESPERANÇA: é próprio da natureza humana ser optimista, e ter esperança. A esperança é um dos componentes de um saudável estado de espirito. É o oposto do negativismo, o qual pode conduzir á revolta, ao desapontamento, á depressão. Se tudo fôr negativo na vida, qual é o interesse em a viver? Negativismo é anti-vida.

Ironicamente, nos mercados a esperança não tem o mesmo efeito positivo, antes pelo contrário. Quando se abre uma posição no mercado, obviamente queremos que ela avance a nosso favor. Contudo, se o titulo que comprámos representar real valor, e a compra foi na altura certa, deveremos satisfazer-nos em esperar pacientemente, na plena consciencia de que, com o tempo, o seu valor emergirá sem a nossa ajuda, e sem a nossa esperança. Precisaremos apenas de paciência, e a esperança não desempenhará qualquer papel neste processo.

Sempre que dermos conta que é a esperança que nos move, nos mercados, provavelmente já estamos no caminho errado, ou tomámos uma decisão pouco inteligente, que precisa ser corrigida. A esperança é um factor de insucesso nos mercados. Será ela que te fará manter em carteira um titulo em queda livre. Será ela que te impedirá de assumir um pequeno prejuizo, permitindo que o mesmo se transforme numa enorme perda.

É ela que te afasta da realidade, que perturba o raciocinio e o senso comum. Quando estás plenamente investido e as coisas começam a correr mal, e começas a ter ESPERANÇA que aquilo que estás a ver, não seja aquilo que estás a ver, bem-vindo sejas á ruina!

No ramo dos mercados de capitais, a minha sugestão é que evitem a esperança. Nunca façam dela o vosso farol. Em vez disso, optem pela fria e dura realidade.







IV. Agir



AGIR: Recentemente alguem me perguntou: “Russell, qual foi a mais valiosa lição que aprendeu ao longo de tantos anos de relação com os mercados? Não precisei pensar muito. Freud disse “Pensar é ensaiar”. O que ele pretendia dizer é que pensar nunca substitui o agir, seja em que ramo fôr, mercados financeiros incluidos.

Isto lembra-me outra história: J.P.Morgan era uma referencia nos anos 20. Certo dia um jovem disse-lhe: “Sr. Morgan, eu tenho algumas acções que têm tido um comportamento decepcionante, e estou muito ansioso com isso. Tão ansioso que isso já está a prejudicar a minha saude. Contudo, mantenho-as. É um terrivel dilema. O que me recomenda que faça, sr.? “. Morgan respondeu de imediato : “vá vendendo até ao ponto em que isso já não perturbe o seu sono”.



A lição é esta. Nada substitui o agir. Na vida como nos negócios, apenas pensar não nos levará a lado nenhum. Temos que aprender a agir! Essa é a mais importante das lições que aprendi nesta actividade. Um investidor bem-sucedido e abastado um dia perguntou-me : “Russell, sabe porque é que os corretores, regra geral, nunca ficam ricos? Porque eles nunca acreditam em si proprios!”. É, de novo, a mesma lição. Se querem ganhar muito, ou mesmo ficar ricos num Bull market, pensar e falar não chega, não vai funcionar. É mesmo preciso comprar acções! E os corretores nunca fazem isso.”



Ao longo da minha vida muito dos erros que cometi aconteceram por ter ignorado a ‘lição do agir’ . Ensaiem muitas vezes, em vez de agir. Maus casamentos, maus negócios, oportunidades perdidas, más decisões – tudo agravado devido a, por qualquer motivo, não ter agido.

Os motivos para agir são quase sempre melhores do que os motivos para não o fazer. Se os caros leitores tiverem conseguido compreender o verdadeiro significado do que acabei de dizer, então terão aprendido a mais valiosa das lições. É a lição que já salvou a minha vida muitas vezes. Literalmente."

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Mensagem por Jotace em Qui Jan 07, 2010 6:07 pm

Agora, a noção de capitalização:

mesmo para quem não percebe nada de economias e matemáticas, é muito fácil.

Imaginem que tem hoje 5.000€ de economias. Estão a pensar em comprar um carro novo, e assim vão estoirar já os 5.000€, e ainda contrair um credito adicional. Agora, imaginem que em vez de fazer isso, dão um arranjozito ao vosso carro actual, de forma a que o mesmo aguente mais uns anos, mantendo assim os vossos 5.000€ e procurando um investimento que vos permita ganhar, por exemplo, 5% ao ano.
Ao fim de um ano, já terão 5.250€, certo?
Reinvistam esses 5.250€ no ano seguinte aos mesmos 5%.
No ano seguinte já têm 5.513€.
Se repetirem o processo todos os anos, ao fim de 20 anos terão cerca de 14.000€ !

Agora, imaginem que conseguem, todos os meses, acrescentar 50€ á vossa poupança (600€ por cada ano), mantendo o restante esquema. Ao fim de 20 anos já têm quase 35.000€ !

Agora imaginem que vocês apuram a vossa capacidade de investimento e passam a conseguir rentabilizar as vossas poupanças a uma taxa média de 10% ao ano. Ao final de 20 anos os vossos 5.000€ serão ... 75.000€ !

Agora imaginem que até conseguem poupar ainda mais por mês, em vez de apenas os tais 50€. Digamos que ... 100€ por mês. Ao fim de 20 anos terão ... 112.000€ !

Perceberam agora o espantoso potencial do processo de capitalização? Se toda a gente fizesse isso desde tenra idade, poucos precisariam da pensão de Reforma, pois ao fim de 35 anos de trabalho, já teriam (com base no ultimo exemplo) uma poupança de ... 512.000€ !


Estes calculos e projecções são muito simples de fazer com o Excel.

Se tiverem duvidas, apitem! Wink

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Mensagem por WiseMax em Sex Jan 08, 2010 2:39 am

Eu tenho feito tudo isso, amigo Jotacê...


mas é com as despesas!... clown

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Mensagem por Jotace em Sex Jan 08, 2010 10:29 am

eheheheh... Laughing No problem! Desde que para ti funcione, e que sintas a coerencia invadir todos os teus poros, vai em frente! Wink
Isto só se aplica, e só será util, a quem sentir titilar em si os frenicóques da angustia e da incerteza.

Agora fora de brincadeiras, meditaste bem nos numeros daquela sondagem? Chegarmos a uma situação em que, de uma suposta amostragem generalizada e representativa da população, 9 em cada 10 assumem que se tiverem uma despesa inesperada de 1000€ provavelmente não a conseguem pagar, coloca-nos a um nivel quase ... cubano! Eu, admito, fiquei siderado com estes numeros! E agora? A culpa é apenas do Sistema? Dos Governos? Ou será de boa parte deste pessoal que se deixou afundar neste par de anos, por nunca ter sido capaz de, durante o periodo das vacas gordas (ou menos magras, porque gordas, gordas, acho que nunca as vimos) de pensar que a vida não é sempre feita de altos; que para haver altos tambem tem que haver baixos, senão era tudo uma enorme planicie?
É claro que eu excluo desta análise os casos extremos e infelizes, em que alguns ou mesmo todos os elementos da familia (tambem há 'familias' de apenas um elemento) perderam o emprego, ou tiveram qualquer outra fatalidade na vida que já lhes queimou as reservas que tivessem poupado. Assusta-me verdadeiramente é o '88%' ou seja, o 9 em cada 10 ! Isso não é uma franja da população! É a população praticamente toda! É aterrador... pale

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