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As pessoas assustam-me
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As pessoas assustam-me
Tenho dias em que lidar e conhecer o Ser Humano me assusta.
Recolho-me no meu cantinho e penso, que me encontro muito distante da maior parte dos mortais, falando dos humanos claro.
Este viver para o que os outros pensam, dizem, ou falam, que tanta gente centra na sua forma de pensar e agir, assusta-me.
Assusta-me o vazio de conteuodo humano que observo, fico triste e sinto-me só.
Só porque creio que é muito mais importante o que sou do que aquilo de bens materiais que possuo.
Só porque creio que aquilo que a sociedade possa falar ou pensar não é importante, mas sim o que sou como ser humano.
Assusta-me a futilidade das relações que se establecem no dia a dia apenas por interesses vários e sempre relacionados com o aspecto do material e do que é perecível.
Será que o ser humano nos dias de hoje e em pleno séc. 21 , só o material, o aspecto fisico ´, o emprego que se tem, a casa, o carro, os "canudos" é que são de valorizar? Os conhecimentos, o status social.
Será que á medida que as contas bancárias crescem, as pessoas vão perdendo a sua Humanidade?
Assusta-me sem dúvida esta Sociabilidade em função de interesses, será que o Ser Humano só fáz se tiver algum lucro monetário?
Não se faz nada apenas pelo prazer de criar, consolidar, de se dar um pouco ao próximo sem esperar contrapartidas?
Será que tudo gira em função de contrapartidas monetárias?
Não sei porque lembrei-me de tantas pessoas que fazem o Bem ao próximo e não desejam publicidade, essas com o tempo vão sendo tão raras de eu encontrar no meu dia-a-dia.
Esta sociedade de hoje, obriga-me a pensar, ou eu estou muito errada, ou sou do planeta Marte, ou estou desajustada, mas assusta-me esta ausência de valores humanos que observo, esta pressa de enriquecerem que faz atropelar tudo e todos, esta necessidade de serem os "maiores". calcando Tudo e Todos e a qualquer custo, obviamente para o Outro...
E relembro, os grandes filosofos que estudei e um deles que dizia... Enquanto o Homem não ver no seu próximo não outra pessoa, mas sim uma extensão de si mesmo, a Humanidade nunca mudará.
Por isso as guerras, os gangs, as lutas por território, a cobiça, o tráfico de influências, os apitos dourados e o homem cada vez menos humano.
E, assusto-me nesta Era em que vivo...
Recolho-me no meu cantinho e penso, que me encontro muito distante da maior parte dos mortais, falando dos humanos claro.
Este viver para o que os outros pensam, dizem, ou falam, que tanta gente centra na sua forma de pensar e agir, assusta-me.
Assusta-me o vazio de conteuodo humano que observo, fico triste e sinto-me só.
Só porque creio que é muito mais importante o que sou do que aquilo de bens materiais que possuo.
Só porque creio que aquilo que a sociedade possa falar ou pensar não é importante, mas sim o que sou como ser humano.
Assusta-me a futilidade das relações que se establecem no dia a dia apenas por interesses vários e sempre relacionados com o aspecto do material e do que é perecível.
Será que o ser humano nos dias de hoje e em pleno séc. 21 , só o material, o aspecto fisico ´, o emprego que se tem, a casa, o carro, os "canudos" é que são de valorizar? Os conhecimentos, o status social.
Será que á medida que as contas bancárias crescem, as pessoas vão perdendo a sua Humanidade?
Assusta-me sem dúvida esta Sociabilidade em função de interesses, será que o Ser Humano só fáz se tiver algum lucro monetário?
Não se faz nada apenas pelo prazer de criar, consolidar, de se dar um pouco ao próximo sem esperar contrapartidas?
Será que tudo gira em função de contrapartidas monetárias?
Não sei porque lembrei-me de tantas pessoas que fazem o Bem ao próximo e não desejam publicidade, essas com o tempo vão sendo tão raras de eu encontrar no meu dia-a-dia.
Esta sociedade de hoje, obriga-me a pensar, ou eu estou muito errada, ou sou do planeta Marte, ou estou desajustada, mas assusta-me esta ausência de valores humanos que observo, esta pressa de enriquecerem que faz atropelar tudo e todos, esta necessidade de serem os "maiores". calcando Tudo e Todos e a qualquer custo, obviamente para o Outro...
E relembro, os grandes filosofos que estudei e um deles que dizia... Enquanto o Homem não ver no seu próximo não outra pessoa, mas sim uma extensão de si mesmo, a Humanidade nunca mudará.
Por isso as guerras, os gangs, as lutas por território, a cobiça, o tráfico de influências, os apitos dourados e o homem cada vez menos humano.
E, assusto-me nesta Era em que vivo...

MClara- Convidado
Re: As pessoas assustam-me
Anima-te... Não simplifiques demais.
Temos sempre a possibilidade de nos chegar a quem achamos estar na vida do modo que gostamos e de nos afastarmos de quem não nos conforta - e, como acontece nas relações da vida corrente, profissionais, sociais, passarmos por essas pessoas sem nos deixarmos contaminar ou intimidar.
Usa as tuas opções e fica senhora dos teus sentimentos.
O importante é que o centro da nossa força anímica e emocional se situe dentro de nós e não ande dependente dos outros. Quem depende dos outros para a sua auto-estima anda sempre infeliz. É possível viver bem connosco e manter a nossa força e dignidade, sobretudo fazê-lo lidando e dando a devida importância às outras pessoas. Preocuparmo-nos com elas, sendo bom para com elas - mas sem deixar que nos afectem minimamente na nossa auto-estima.
Se definires como princípio que só farás o que te fizer sentir bem contigo mesma (especialmente no campo da dignidade e da moralidade), vais ver que é mais fácil lidar comtigo e com os outros.
Não te digo "Fica bem", digo-te "Põe-te bem".
Vá, abraço amigo e toca a levantar.
Temos sempre a possibilidade de nos chegar a quem achamos estar na vida do modo que gostamos e de nos afastarmos de quem não nos conforta - e, como acontece nas relações da vida corrente, profissionais, sociais, passarmos por essas pessoas sem nos deixarmos contaminar ou intimidar.
Usa as tuas opções e fica senhora dos teus sentimentos.
O importante é que o centro da nossa força anímica e emocional se situe dentro de nós e não ande dependente dos outros. Quem depende dos outros para a sua auto-estima anda sempre infeliz. É possível viver bem connosco e manter a nossa força e dignidade, sobretudo fazê-lo lidando e dando a devida importância às outras pessoas. Preocuparmo-nos com elas, sendo bom para com elas - mas sem deixar que nos afectem minimamente na nossa auto-estima.
Se definires como princípio que só farás o que te fizer sentir bem contigo mesma (especialmente no campo da dignidade e da moralidade), vais ver que é mais fácil lidar comtigo e com os outros.
Não te digo "Fica bem", digo-te "Põe-te bem".
Vá, abraço amigo e toca a levantar.
WiseMax- Membro Activo

- Sexo:
Idade: 64
Emprego/lazer: Dolce farniente
Pontos: 1568
Data de inscrição: 18/01/2009
Re: As pessoas assustam-me
Dia 16 último, foi o Dia Munidial da Tolerância e num debate televisivo discutia-se o sexo dos anjos!
Não era, mas foi quase. Cada um ficou com a sua... tolerante intolerância!
E... os intolerantes - mesmo assim - toleram muita coisa. Toleram nomeadamente todos os tolerantes que não toleram a sua opinião!!
Será talvez uma questão de teres tolerancia com os outros e não sonhares com um Mundo melhor e mais justo Maria. Sê tu propria sempre, nós que gostamos de ti, apreciamos que sejas assim mesmo como és autêntica
Não era, mas foi quase. Cada um ficou com a sua... tolerante intolerância!
E... os intolerantes - mesmo assim - toleram muita coisa. Toleram nomeadamente todos os tolerantes que não toleram a sua opinião!!
Será talvez uma questão de teres tolerancia com os outros e não sonhares com um Mundo melhor e mais justo Maria. Sê tu propria sempre, nós que gostamos de ti, apreciamos que sejas assim mesmo como és autêntica
Re: As pessoas assustam-me
Maria, cara compincha, o teu 'drama' é comum a muitas pessoas de uma faixa etária que começa algures em torno da nossa idade, final dos trintas, e inicio dos quarentas, e que é reflexo de uma vivência que cruzou duas sociedades: a do 8 e a do 80. A do 80 é aquela em que vivemos agora. A do 8 foi aquela em que fomos criados, e das quais guardamos reconfortantes recordações (uns mais, outros menos é certo). A época do 8 coincidiu com a fase de transição do antigo regime para uma sociedade pré-capitalista, ainda marcada pelos valores humanos e idealistas do nosso passado (porque os valores materiais não estavam na ordem do dia, nem eram fácilmente alcançáveis pelo comum dos cidadãos).
Na época do 80 entrámos algures nas ultimas duas décadas, de forma gradual, e os nossos filhos, e os filhos dos nossos amigos já só conhecem esta e nunca viveram a outra, e para eles esta é que é a normal: a sociedade capitalista e capitalizada, virada para o modelo americano, onde prevalece a competição e a imagem, o salve-se quem puder, o 'primeiro eu', o show-off, o vedetismo pronto-a-servir, e os jogos de futebol solitários na Playstation, em vez de ser na rua com os amigos.
Nada de errado em ter, em possuir bens, em cultivar o bem-estar. Nada mesmo. Quem dera todos pudessem alcançá-lo. Mas sim, é doentia a forma como se promove o sucesso social, feito de aparencias, e se despromove e ignora o desenvolvimento do capital humano, tão essencial á prosperidade da comunidade. Sim, é verdade, especialmente nos grandes centros urbanos, ninguem quer saber de ninguem, e isso vai ser o fim da sociedade enquanto a conhecemos. Deixámos de ter vizinhos e passámos a ter potenciais inimigos. Deixámos de ter amigos no trabalho e passámos a ter concorrentes que convém abater caso nos façam sombra.
Resta-nos saber adaptar sem nos deixarmos degradar por este ambiente. Mas sim, o Wise tem razão, não adianta sofrer por isso. Devemos saber estar acima, e sempre que possivel continuar a promover aquilo que ainda temos cá dentro e que se encontra em vias de extinção.
Kisses e bola prá frente!

Na época do 80 entrámos algures nas ultimas duas décadas, de forma gradual, e os nossos filhos, e os filhos dos nossos amigos já só conhecem esta e nunca viveram a outra, e para eles esta é que é a normal: a sociedade capitalista e capitalizada, virada para o modelo americano, onde prevalece a competição e a imagem, o salve-se quem puder, o 'primeiro eu', o show-off, o vedetismo pronto-a-servir, e os jogos de futebol solitários na Playstation, em vez de ser na rua com os amigos.
Nada de errado em ter, em possuir bens, em cultivar o bem-estar. Nada mesmo. Quem dera todos pudessem alcançá-lo. Mas sim, é doentia a forma como se promove o sucesso social, feito de aparencias, e se despromove e ignora o desenvolvimento do capital humano, tão essencial á prosperidade da comunidade. Sim, é verdade, especialmente nos grandes centros urbanos, ninguem quer saber de ninguem, e isso vai ser o fim da sociedade enquanto a conhecemos. Deixámos de ter vizinhos e passámos a ter potenciais inimigos. Deixámos de ter amigos no trabalho e passámos a ter concorrentes que convém abater caso nos façam sombra.
Resta-nos saber adaptar sem nos deixarmos degradar por este ambiente. Mas sim, o Wise tem razão, não adianta sofrer por isso. Devemos saber estar acima, e sempre que possivel continuar a promover aquilo que ainda temos cá dentro e que se encontra em vias de extinção.
Kisses e bola prá frente!

Jotace- Membro V.I.P.

- Sexo:
Idade: 44
Pontos: 2084
Data de inscrição: 25/11/2008
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