Olá Pedro Lino.
Quem me conheçe sabe que adoro ler e sou diversificada em tudo o que li desde os meus 6 anos de idade.
Falta-me é por vezes mais tempo e conseguir dedicar toda a minha atenção a um livro, mas todos os dias leio, sempre que estou em espera para algo.
A minha melhor companhia é e sempre foi um livro.
Gostei do desafio que lançou aqui Pedro Lino de falarmos um pouco de um livro ou livros que nos tenham marcado.
Eu sou daquelas pessoas que tem um livro que leu com 14 anos que me marcou a minha forma de ser e de pensar, nada mais que "O RINOCERONTE" de Eugéne Ionesco.
Li-o em françês quando tive aulas de françês no Instituto de línguas , nunca encontrei a versão em Portugues, mas quem sabe agora eu a tente encontrar, até porque nos dias de hoje a Internet facilita esse tipo de procuras .
Eugene Ionesco muitos conhecem, é semi françês e romeno, que se dedicou , ou foi catalogado na base do Insólito, ou do teatro do absurdo.
Mas mais concretamente a peça Rinoceronte cativou-me porquê?
Porque nada lá é o que pareçe, existe um sentido dúbio muito mais profundo e uma mensagem muito importante, em que o Parecer não é mais importante que o Ser, ou a visão de Eugene Ionesco do que é viver em grupo socialmente.
Talvez eu me tenha identificado com o rinoceronte que não aceita se transformar em rinocereonte.. apenas para não estar sózinho e ser aceite.
Um livro que até aos dias de hoje nunca mais esqueci, que me marcou profundamente.
Mas. sugiro que se puderem um dia o leiam, lembro até que vi um filme sobre esse filme á muitos e muitos anos.
Em Portugal tenho uma admiração e outro escritor, um livro que me marcou, até porque o li duas vezes e em idades diferentes, a primeira dentro da escolariedade, aqueles livros que nos obrigavam a ler e faziam parte do programa escolar.
Mas o interessante foi reler 20 anos mais tarde e ter uma visão completamente estranha do mesmo livro.
Trata-se das aventuras de João sem Medo do escritor José Gomes Ferreira.
Dois escritores diferentes, nacionalidades diferentes, mas dois livros que se completaram na minha formação enquanto indíviduo social.
Por isso Pedro Lino, não tenho um, tenho dois!
Não são faceis de ler e entender o que o escritor quis transmitir, é preciso ver além das palavras e ... pensar!
Quem sabe um dia eu possa trocar impressões com quem os tiver lido.
Até Breve.